O mercado de trabalho americano acendeu o sinal de alerta em novembro, com o setor privado registrando o fechamento de 32 mil postos de trabalho. O dado, divulgado pelo ADP Research Institute em colaboração com o Stanford Digital Economy Lab, contrariou as expectativas do mercado, que projetavam a criação de 5 mil novas vagas. O resultado inesperado levanta preocupações sobre a saúde da economia dos Estados Unidos.
Em outubro, o setor privado havia apresentado um desempenho positivo, com a criação de 47 mil empregos (dado revisado). A reversão drástica no mês seguinte intensifica o debate sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano. Analistas temem que a fragilidade do mercado de trabalho possa indicar uma recessão nos próximos meses.
A política de juros nos EUA segue em foco. Atualmente, a taxa se encontra entre 3,75% e 4% ao ano, após um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed. A maioria dos analistas aposta em mais um corte até o fim de 2025, buscando estimular a economia em um cenário de incertezas. A próxima reunião do Fed, nos dias 9 e 10 de dezembro, será crucial para definir os rumos da economia americana.
“Os dados sobre o mercado de trabalho são um dos componentes mais importantes observados pelo BC dos EUA para definir a taxa de juros”, ressalta um especialista do mercado financeiro. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros é de 89,2%, enquanto 10,8% dos investidores preveem a manutenção do patamar atual.
O cenário econômico americano permanece incerto, com o mercado de trabalho apresentando sinais contraditórios. Acompanhar de perto as próximas decisões do Fed e os indicadores econômicos será fundamental para entender o futuro da maior economia do mundo.
Fonte: http://www.metropoles.com






