Uma cidadã americana foi detida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Key West, Flórida, na quarta-feira (3/12), após ser confundida com uma imigrante. O incidente, registrado por um repórter do Miami Herald, levanta questões sobre os métodos utilizados pelo ICE em suas operações. A mulher foi abordada, algemada e colocada em uma viatura, apesar de alegar insistentemente sua cidadania americana.
Segundo o relato do jornalista, a mulher, vestida com roupas de médica, dirigia um Toyota Corolla branco quando foi interceptada por agentes federais em uma rodovia. Os agentes cercaram o veículo e a retiraram à força do carro. A vítima gritou por socorro, exclamando: “Sou cidadã americana, por favor, me ajudem”.
Após ser algemada e colocada no chão, a mulher foi inserida em uma viatura do ICE enquanto seu carro era revistado. A libertação só ocorreu após a apresentação de documentos que comprovaram sua nacionalidade americana. O porta-voz do ICE justificou a ação alegando que a mulher se recusou a cooperar com os agentes, o que levou à detenção temporária. A identidade da mulher não foi divulgada.
O incidente ocorreu durante uma operação de três horas na rodovia, com o objetivo de identificar imigrantes em situação irregular. O ICE não especificou os critérios utilizados para abordar a mulher durante a operação. O caso ganha relevância em um contexto de endurecimento das políticas de imigração nos Estados Unidos.
Paralelamente, o governo de Donald Trump havia suspendido todos os pedidos de imigração, asilo e green card de cidadãos de 19 países considerados de “alto risco” na terça-feira (2/12). A diretriz, emitida pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), afeta desde a solicitação de green card até a autorização de trabalho para cidadãos com pedidos de asilo pendentes. A lista inclui países como Afeganistão, Cuba, Irã, Líbia, Somália, Venezuela, entre outros.
Fonte: http://www.metropoles.com






