União Europeia investiga Meta por suposto abuso de IA no WhatsApp

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A Comissão Europeia abriu uma investigação formal antitruste contra a Meta, empresa controladora do WhatsApp, nesta quinta-feira. O foco da investigação é a implementação de recursos de inteligência artificial (IA) no aplicativo de mensagens, um movimento que intensifica o escrutínio sobre o uso de IA generativa pelas grandes empresas de tecnologia. A medida, que já havia sido antecipada por veículos como Reuters e Financial Times, representa mais um capítulo na crescente pressão regulatória europeia sobre as gigantes da tecnologia.

Essa ação regulatória surge em um momento de tensões entre a Europa e as grandes empresas de tecnologia, especialmente as americanas, como Amazon e Google (Alphabet). A Europa busca equilibrar o incentivo ao desenvolvimento tecnológico com a necessidade de controlar a influência e o poder de mercado dessas empresas. As políticas regulatórias mais rígidas da Europa têm gerado resistência por parte do setor, com críticas inclusive do governo do ex-presidente Donald Trump.

Segundo a Comissão Europeia, a investigação se concentrará na nova política da Meta que restringe o acesso de outros provedores de IA ao WhatsApp. Essa restrição poderia favorecer o sistema ‘Meta AI’, integrado à plataforma neste ano. Teresa Ribera, chefe antitruste da UE, declarou que o objetivo é assegurar que cidadãos e empresas europeias possam se beneficiar plenamente da IA e impedir que empresas dominantes ‘abusem de seu poder para excluir concorrentes inovadores’.

Um porta-voz do WhatsApp classificou as alegações como ‘infundadas’, argumentando que o aumento de chatbots em suas plataformas gerou uma ‘pressão em nossos sistemas que eles não foram projetados para suportar’. Ele também destacou a alta competitividade do mercado de IA, afirmando que os usuários têm acesso a diversos serviços por meio de lojas de aplicativos, mecanismos de pesquisa, serviços de e-mail e integrações de parceria.

A investigação da UE avaliará se as práticas da Meta violam as regras de concorrência, que proíbem o abuso de posição dominante. Paralelamente, a autoridade antitruste italiana iniciou uma investigação em julho sobre alegações de que a Meta estaria alavancando seu poder de mercado ao integrar uma ferramenta de IA ao WhatsApp. Essa investigação foi ampliada em novembro para examinar se a Meta abusou ainda mais de seu domínio ao bloquear chatbots de IA rivais da plataforma.

Fonte: http://www.infomoney.com.br