Um estudo recente do banco suíço UBS revelou um marco sem precedentes na história da riqueza global: em 2025, o mundo atingiu o maior número de bilionários já registrado. A pesquisa, que analisou dados de clientes de instituições financeiras e um abrangente banco de dados de 47 mercados globais, oferece um panorama detalhado sobre a concentração de capital no planeta.
O relatório “Billionaire Ambitions Report” destaca que o aumento expressivo no número de bilionários foi impulsionado, sobretudo, pelo desempenho notável das empresas de tecnologia e pela valorização dos mercados acionários. Esse cenário favorável permitiu que um número considerável de indivíduos ascendesse ao seleto clube dos super-ricos.
Os números impressionam: atualmente, o mundo abriga aproximadamente 2,9 mil bilionários, cuja riqueza combinada totaliza US$ 15,8 trilhões. Em comparação com 2024, quando havia 2,7 mil bilionários detentores de US$ 14 trilhões, o crescimento é evidente e demonstra uma aceleração na acumulação de riqueza no topo da pirâmide social.
Apenas em 2025, 287 novos membros ingressaram na lista de bilionários, marcando o segundo maior aumento anual desde o início da série histórica da pesquisa em 2015. De acordo com o UBS, “o bom desempenho dos mercados de ações pelo mundo também influenciou o resultado”, demonstrando a forte correlação entre o mercado financeiro e a criação de grandes fortunas.
O estudo também lança luz sobre a questão da herança. Constatou-se que 91 dos novos bilionários são herdeiros, e a estimativa é que, nos próximos 15 anos, cerca de US$ 5,9 trilhões sejam transferidos para a próxima geração de bilionários. Esse fenômeno suscita debates sobre a perpetuação da riqueza e suas implicações para a desigualdade social.
Fonte: http://www.metropoles.com






