Otimismo Inflama Mercados: Dólar Desaba e Ibovespa Dispara com Sinalização de Corte de Juros nos EUA

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Uma onda de otimismo varreu os mercados financeiros globais nesta sexta-feira, impulsionada por declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que sinalizaram a possibilidade de um corte nas taxas de juros já na próxima reunião de setembro. A perspectiva de uma política monetária mais flexível nos Estados Unidos desencadeou uma forte reação no Brasil, com o dólar registrando queda acentuada e a bolsa brasileira, Ibovespa, experimentando uma disparada notável.

As declarações de Powell, proferidas durante o Simpósio de Jackson Hole, não cravaram um corte de juros imediato, mas a mera indicação dessa possibilidade foi suficiente para injetar ânimo nos investidores. “A estabilidade da taxa de desemprego e outras medidas do mercado de trabalho nos permitem prosseguir com cautela ao considerarmos mudanças em nossa política monetária”, ponderou Powell, abrindo caminho para um possível ajuste na postura do Fed.

O impacto no mercado cambial foi imediato. O dólar encerrou a sessão com uma queda expressiva de 0,95%, cotado a R$ 5,426. Esse resultado consolida uma trajetória de desvalorização da moeda americana frente ao real, acumulando perdas de 3,28% no mês e de 12,36% no ano.

Simultaneamente, o Ibovespa reagiu com entusiasmo, fechando o pregão com uma alta robusta de 2,57%, alcançando a marca de 137,9 mil pontos. Esse desempenho reflete a confiança dos investidores em um cenário econômico mais favorável, impulsionado pela perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos. O Ibovespa já acumula ganhos de 3,49% em agosto e de 14,24% em 2025.

Analistas de mercado, como Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacam que o discurso de Powell “desencadeou forte movimento nos mercados, com impacto direto sobre o dólar”. A expectativa de redução da taxa básica nos EUA impulsionou moedas emergentes, como o real, e estimulou a busca por ativos de maior retorno, tanto em Nova York quanto no Brasil. Além do Brasil, bolsas na Europa e Ásia também registraram altas com a perspectiva de cortes de juros nos EUA.

Fonte: http://www.metropoles.com