Novas gravações de áudio atribuídas a Diego Spagnuolo, ex-diretor da Agência Nacional para a Deficiência (ANDIS), vieram à tona nesta quarta-feira (27/8), reacendendo a polêmica sobre supostos esquemas de corrupção que assolam o governo de Javier Milei. As acusações, que já haviam ganhado destaque, agora se intensificam com o envolvimento direto de figuras próximas ao presidente.
Nas gravações, Spagnuolo volta a acusar Karina Milei, irmã do presidente, e Eduardo “Lule” Menem, parente do presidente da Câmara dos Deputados, de orquestrarem um esquema de corrupção dentro da ANDIS. O conteúdo dos áudios, divulgados pelo programa Carnaval Stream, do jornalista Mauro Federico, ainda carece de confirmação temporal e detalhes sobre sua obtenção, conforme apurado pelo jornal Clarín.
Em um dos trechos mais explosivos, Spagnuolo detalha um suposto esquema de “distribuição” de recursos na área da Deficiência, mencionando a farmácia Suizo Argentino como beneficiária de pagamentos ilícitos. “Eles roubaram todo mundo, não só a mim. Eles têm frentes de conflito em todos os lugares”, afirma o ex-diretor nos áudios.
Spagnuolo descreve um cenário onde empresas do setor tinham uma distribuição de cotas de mercado, mas que a Suizo Argentino teria aumentado sua participação de forma irregular. “Hoje a Suizo vende 55/60 e ‘você vende 10, 10 e 20 e você vende merda, eu vendo as coisas boas e vendo a maior quantidade, e sempre recebo o pagamento primeiro, e tudo mais…'”, alega a gravação, indicando uma possível mudança nas regras do jogo.
As novas denúncias surgem em um momento delicado para o governo Milei, que já enfrenta outras acusações de corrupção. A divulgação dos áudios promete acirrar ainda mais o clima político na Argentina e aumentar a pressão sobre o presidente e seus aliados.
Fonte: http://www.metropoles.com






