A Nvidia, gigante dos chips e líder em valor de mercado, revelou o impacto da política comercial de Donald Trump em seus negócios com a China. No relatório financeiro divulgado nesta quarta-feira, a empresa reportou a ausência de vendas do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes chineses no segundo trimestre deste ano. A restrição imposta anteriormente por Trump à comercialização desses produtos parece ter surtido efeito, mesmo após uma flexibilização parcial que previa repasse de 15% da receita para os EUA.
Apesar do revés nas vendas para a China, a Nvidia apresentou um lucro líquido robusto de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 59% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação diluído ajustado também superou as expectativas do mercado, atingindo US$ 1,05 contra a previsão de US$ 1,01. “Os números refletem a forte demanda em outras áreas, compensando a falta de vendas para a China”, explica um analista do setor.
Entretanto, o mercado reagiu de forma mista aos resultados. As ações da Nvidia chegaram a cair 5% no *after market*, indicando preocupações com alguns indicadores específicos. O desempenho do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas para IA, ficou ligeiramente abaixo das expectativas, com uma receita de US$ 41,1 bilhões, aquém dos US$ 41,3 bilhões previstos pelos analistas.
A projeção da empresa para o terceiro trimestre fiscal também gerou cautela. A Nvidia estima vendas em torno de US$ 54 bilhões, enquanto parte do mercado esperava US$ 60 bilhões. Essa diferença levanta questionamentos sobre um possível arrefecimento no ritmo de investimentos em inteligência artificial, um setor que tem impulsionado o crescimento da empresa.
O balanço da Nvidia era amplamente aguardado, servindo como um termômetro para o setor de inteligência artificial. A empresa, que chegou a ultrapassar Microsoft e Apple em valor de mercado, continua sendo um player fundamental para o mercado de tecnologia, e seus resultados são observados de perto por investidores e analistas.
Fonte: http://www.metropoles.com






