Os contratos futuros de minério de ferro registraram um aumento significativo nesta quinta-feira, impulsionados pela crescente pressão da China para reduzir a produção de aço. Essa medida faz parte de um esforço mais amplo para combater o excesso de capacidade industrial no país, impactando diretamente o mercado global de commodities.
O contrato de janeiro do minério de ferro, negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), encerrou o dia com alta de 1,74%, atingindo 790,5 iuanes (US$110,51) por tonelada. Paralelamente, o minério de ferro de referência de outubro na Bolsa de Cingapura subiu 1,5%, cotado a US$104 por tonelada. Ambos os contratos alcançaram seus maiores valores desde 14 de agosto.
Segundo um documento oficial e uma fonte familiarizada com o assunto, a China intensificará a pressão por cortes na produção de aço entre 2025 e 2026. Analistas acreditam que essa medida pode fortalecer os lucros das usinas siderúrgicas, permitindo que as empresas absorvam melhor os preços mais altos das matérias-primas.
Adicionalmente, as expectativas de melhora na demanda, após restrições de produção em Tangshan, um importante centro de produção chinês, também contribuíram para o aumento dos preços. As siderúrgicas em Tangshan foram obrigadas a limitar a produção para reduzir a poluição do ar em Pequim, antes de um desfile militar em 3 de setembro.
“A produção de metais quentes provavelmente aumentará após o término dessa rodada de controle de produção. A expectativa de que o Federal Reserve dos EUA reduza a taxa de juros em setembro também deu algum suporte aos preços do minério”, comentou Qingwei Xie, analista da consultoria Shanghai Metals Market, sinalizando um otimismo cauteloso no mercado.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






