A economia dos Estados Unidos apresentou um desempenho robusto no segundo trimestre deste ano, com um crescimento de 3,3%, de acordo com a segunda leitura divulgada pelo Departamento de Comércio. Este resultado, ligeiramente acima das expectativas do mercado, sinaliza uma recuperação após um início de ano mais lento. Analistas projetavam uma expansão de 3,2% para o período.
Este novo dado representa uma revisão em alta em relação à primeira estimativa, que indicava um crescimento de 3%. A melhora no desempenho econômico americano sugere uma maior resiliência da economia frente aos desafios globais. No primeiro trimestre, o PIB dos EUA havia registrado uma contração de 0,5%.
Em contraste com o cenário atual, o primeiro trimestre apresentou um quadro de retração econômica, levando a debates e acusações políticas. Na época, o então presidente Donald Trump atribuiu a queda do PIB ao seu antecessor, Joe Biden, em meio a discussões sobre as primeiras tarifas comerciais impostas. No quarto trimestre do ano anterior, a economia dos EUA havia crescido 2,4%.
Paralelamente aos dados do PIB, o Departamento do Trabalho divulgou informações sobre os pedidos de seguro-desemprego. Na semana passada, foram registradas 229 mil novas solicitações, um número ligeiramente superior às 234 mil da semana anterior, mas em linha com as projeções do mercado. “A força do mercado de trabalho é um dos principais fatores que o Federal Reserve considera”, comentou um analista.
O Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, monitora de perto o mercado de trabalho para calibrar sua política monetária. A manutenção da taxa de juros no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano, conforme anunciado no fim de julho, reflete essa cautela. A próxima reunião do Fed, agendada para setembro, será crucial para definir os rumos da política monetária americana, com muitos analistas antecipando um possível início de corte de juros.
Fonte: http://www.metropoles.com






