Após uma trajetória ascendente que culminou em novo recorde histórico, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) experimentam um movimento de correção, levantando questões cruciais para investidores: seria este o momento ideal para realizar lucros ou reforçar posições?
No pregão de quarta-feira (3), os papéis registraram uma leve baixa de 0,87%, fixando-se em R$ 37,79. Apesar desse recuo, o desempenho acumulado em 2025 permanece expressivo, com um avanço de 44,36%, consolidando o ITUB4 como um dos destaques do mercado acionário.
A análise técnica sugere que, mesmo diante da pressão vendedora, a tendência de alta persiste, com o ativo mantendo-se acima das médias móveis em diferentes horizontes. Contudo, indicadores como o Índice de Força Relativa (IFR) apontam para uma possível acomodação dos preços.
“O IFR em 57,42 pontos no diário sinaliza espaço para ambos os lados – retomada da alta ou prolongamento da correção”, destaca o analista Rodrigo Paz. No entanto, o IFR semanal, próximo da zona de sobrecompra, reforça a necessidade de um ajuste corretivo antes de novas máximas.
No curto prazo, a superação da marca de R$ 39,07 é crucial para reacender o ímpeto comprador e impulsionar as ações rumo a novos objetivos, com alvos em R$ 40,08/40,55 e, posteriormente, em R$ 41,65/42,13. Por outro lado, a intensificação da pressão vendedora pode levar o papel a buscar suporte em R$ 37,63, com possíveis extensões para R$ 36,38/35,79 e até mesmo R$ 33,82 em um cenário mais pessimista.
Para investidores de médio prazo, a manutenção da trajetória positiva depende da confirmação da quebra de resistências e do alcance de alvos em R$ 40,51 e R$ 41,91. A perda da faixa de R$ 37,79, no entanto, pode desencadear um fluxo corretivo mais acentuado, levando as ações a patamares inferiores, como R$ 33,82 e R$ 32,04/29,99.
Em suma, o momento exige cautela e análise criteriosa. A leve correção nas ações do Itaú representa uma oportunidade para investidores estratégicos ou um sinal de alerta para a necessidade de ajustes na carteira? A resposta reside na avaliação individual de cada investidor, considerando seus objetivos e tolerância ao risco.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






