Tragédia da Kiss: Condenados progridem para o regime semiaberto após revisão de penas

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Em um novo capítulo da saga judicial envolvendo o incêndio da Boate Kiss, três dos quatro condenados pela tragédia que ceifou 242 vidas em Santa Maria (RS) progrediram para o regime semiaberto. A decisão, proferida pela Justiça do Rio Grande do Sul, reacende a dor das famílias das vítimas e levanta questionamentos sobre a justiça aplicada no caso. Os mandados devem ser cumpridos a partir da próxima segunda-feira.

Os beneficiados pela progressão são Elissandro Callegaro Spohr, ex-dono da boate, Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Bonilha Leão, membro da equipe de apoio da banda. A decisão ocorre após a recente redução das penas dos réus, reacendendo a controvérsia em torno do caso, que se arrasta há mais de uma década.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a progressão ao regime semiaberto foi autorizada após os condenados cumprirem o tempo mínimo de 1/6 da pena em regime fechado. O pedido de progressão do quarto condenado, Mauro Londero Hoffmann, também sócio da boate, ainda aguarda manifestação do Ministério Público.

O incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, durante uma apresentação da banda Gurizada Fandangueira, resultou em 242 mortes e 636 feridos. O caso gerou grande comoção nacional e expôs falhas graves na fiscalização de casas noturnas. Em dezembro de 2021, os quatro réus foram condenados, mas o julgamento foi marcado por reviravoltas judiciais.

“Luciano é inocente! Ficamos muito satisfeitos com a progressão de regime do Luciano para um regime mais brando”, declarou o advogado Jean Severo, defensor de Luciano Bonilha Leão, após a decisão. As defesas dos demais réus ainda não se manifestaram publicamente sobre a progressão de regime. O caso continua a gerar debates e acompanhamento por parte da sociedade.

Fonte: http://www.infomoney.com.br