A semana que se encerrou foi marcada por eventos cruciais que impactaram a política, a economia e as relações internacionais do Brasil. Manifestações polarizadas no feriado de 7 de setembro, tensões no Supremo Tribunal Federal (STF), um novo recorde histórico do Ibovespa e reconfigurações na balança comercial brasileira foram os principais destaques. Vamos aos detalhes que moldaram os últimos dias.
O feriado de 7 de setembro dividiu o país entre o tradicional desfile cívico em Brasília, que este ano celebrou a “Soberania Nacional”, e atos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em São Paulo, apoiadores do ex-presidente se reuniram na Avenida Paulista clamando por anistia e criticando o STF, em um evento que acentuou as tensões políticas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, elevou o tom contra o ministro Alexandre de Moraes.
Paralelamente, o STF retomou o julgamento sobre a alegada tentativa de golpe de Estado, envolvendo o ex-presidente Bolsonaro e seus aliados. As defesas apresentaram suas argumentações, enquanto no Congresso, o Partido Liberal (PL) intensificou a pressão por uma anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas. A expectativa é de que o STF conclua a análise do caso em breve.
No cenário econômico, o Ibovespa surpreendeu ao atingir um novo patamar histórico, impulsionado por um cenário de otimismo no mercado. O índice fechou a semana em alta, consolidando sua quinta semana consecutiva de ganhos e injetando ânimo no mercado financeiro. Esse desempenho demonstra a resiliência da economia brasileira.
A balança comercial brasileira também apresentou mudanças significativas, com uma redução na dependência dos Estados Unidos e um aumento expressivo das exportações para a China. Enquanto as vendas para os EUA recuaram, as exportações para o gigante asiático registraram um salto notável, impulsionadas pela demanda por soja. O superávit comercial do Brasil atingiu US$6,133 bilhões em agosto, um aumento de 35,8% em relação ao ano anterior.
Por fim, nos Estados Unidos, o relatório de emprego (Payroll) indicou um arrefecimento do mercado de trabalho, com a criação de 22 mil postos em agosto. A taxa de desemprego ficou em 4,3%, em linha com as expectativas. Esses dados reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) poderá iniciar cortes na taxa de juros em breve.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






