Um ex-alto executivo do WhatsApp, Attaullah Baig, está processando a Meta, empresa controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram, nos Estados Unidos. Baig, que foi chefe de segurança da plataforma, alega que a Meta negligenciou alertas cruciais sobre vulnerabilidades que comprometem a privacidade dos usuários. A ação judicial acusa a gigante da tecnologia de ignorar riscos que poderiam expor dados sensíveis de milhões de pessoas.
Segundo a denúncia apresentada em um tribunal distrital, milhares de funcionários da Meta e do WhatsApp tinham acesso irrestrito a informações confidenciais dos usuários. Esses dados incluem fotos de perfil, localização em tempo real, listas de contatos e informações sobre participação em grupos. Baig afirma que a empresa não agiu de forma eficaz diante de invasões diárias que afetavam mais de 100 mil contas do WhatsApp.
Além disso, o ex-chefe de segurança afirma que suas propostas para fortalecer a segurança do aplicativo foram repetidamente rejeitadas pela Meta. Os alertas sobre as brechas de segurança foram supostamente direcionados a diversas lideranças da empresa, incluindo o CEO Mark Zuckerberg. Baig foi demitido da Meta em fevereiro deste ano, o que ele considera uma retaliação por suas tentativas de melhorar a segurança.
Os advogados de Baig argumentam que a conduta da Meta viola um acordo de privacidade firmado com a Federal Trade Commission (FTC) em 2019. Adicionalmente, a empresa pode ter infringido normas que exigem a divulgação de riscos à segurança e privacidade para os acionistas. “Existem inúmeros danos que os usuários enfrentam. Trata-se de responsabilizar a Meta e colocar os interesses dos usuários em primeiro lugar”, declarou Baig.
A Meta, por sua vez, nega veementemente as acusações e minimiza a importância das alegações de Baig. “Infelizmente, esse é um roteiro conhecido: um ex-funcionário é demitido por baixo desempenho e depois faz alegações distorcidas que não representam o trabalho contínuo da nossa equipe”, disse Carl Woog, porta-voz do WhatsApp. A empresa classificou as afirmações de Baig como “totalmente sem sentido” e “baseadas em documentos selecionados para criar uma falsa narrativa”.
Fonte: http://www.metropoles.com






