Diante de um cenário econômico desafiador, marcado por incertezas tributárias e um mercado aquecido, a gestora Vinland Capital recalibra sua estratégia. A empresa mira oportunidades em crédito estruturado e infraestrutura, buscando otimizar o retorno para seus investidores.
Em entrevista ao podcast *Outliers Infomoney*, os sócios José Monforte e Jean-Pierre Cotegio detalharam a estratégia da gestora. Eles abordaram as complexidades das mudanças propostas na tributação de ativos e como estão buscando alternativas para manter a atratividade dos fundos de crédito isentos.
Monforte ressaltou as incertezas geradas pelas novas regras tributárias. “Tanto a tributação dos ativos tributados, como os até então isentos, está adicionando uma camada adicional”, explicou. Ele complementou que as novas regras geram mais dúvidas do que certezas neste momento.
Para se adaptar a este novo ambiente, a Vinland Capital tomou decisões estratégicas, incluindo o fechamento temporário de seu principal fundo de infraestrutura. A medida visa evitar impactos negativos para os cotistas de um fundo já estabelecido, enquanto a gestora se prepara para as mudanças.
“Criamos um fundo idêntico ao anterior, que ganha o tempo agora para enquadrar nos próximos dois anos e depuramos melhor o fundo antigo, analisando o passivo e a carteira para encontrar boas oportunidades”, afirmou Monforte, detalhando a estratégia da empresa.
Um dos desafios apontados pela Vinland é a redução dos spreads, especialmente em ativos de baixo risco. Cotegio enfatizou que a qualidade do crédito não é o único fator a ser considerado. “Um bom ativo não é só a qualidade de crédito, o preço também é uma variável”, destacou, alertando para a importância de avaliar a duration dos ativos.
Além disso, a Vinland Capital tem apostado em fundos híbridos, que combinam diferentes estratégias de investimento. Um exemplo é o fundo de infraestrutura, que une gestão ativa de crédito e risco de mercado, oferecendo uma alternativa de baixa volatilidade.
Monforte destaca a importância da visão macroeconômica para as decisões de investimento. “Trazer a visão macro para dentro do caldeirão de crédito tem sido uma experiência muito interessante, permitindo movimentações táticas impossíveis há cinco anos”, concluiu.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






