Uma pesquisa recente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelou que o principal objetivo dos investidores brasileiros é garantir um futuro financeiro estável através da formação de reservas para a aposentadoria. O estudo, intitulado “Perfil e Comportamento dos Investidores 2024”, lança luz sobre as prioridades e características demográficas dos investidores no país.
A pesquisa, que compilou 1.371 respostas válidas, também traçou um perfil detalhado do investidor brasileiro. A maioria é do sexo masculino (87%) e se autodeclara branca (75%), com uma menor representação de pardos (18%) e pretos (2,3%). Uma pequena parcela (2,4%) optou por não responder a essa questão.
Realizado entre janeiro e fevereiro deste ano, o levantamento também apurou dados sobre idade, renda e escolaridade dos investidores. A maior parte (31%) tem entre 46 e 59 anos, com renda familiar variando entre cinco e 20 salários-mínimos (49%). Além disso, uma grande parcela (89%) possui curso superior ou pós-graduação, concentrando-se principalmente na região Sudeste (63%).
O estudo revelou ainda a predominância de investidores com perfil arrojado (52%), dispostos a correr mais riscos em busca de maiores retornos. Em seguida, encontram-se os moderados (36%) e os conservadores (9%). Interessantemente, mesmo entre os investidores arrojados, a formação de reservas para a aposentadoria foi um objetivo citado por 74% deles, ficando atrás apenas da criação de renda passiva (76%).
Quanto aos produtos financeiros preferidos, os investidores arrojados demonstram maior interesse por renda variável, com destaque para ações (85,56%) e fundos imobiliários (58,33%). Já os conservadores preferem aplicações de renda fixa de baixa volatilidade, como CDB/RDB (55,04%) e Tesouro Direto (31,78%). Os moderados, por sua vez, diversificam seus investimentos, combinando ações (74,29%) com CDB/RDB (62,55%) e Tesouro Direto (60,73%).
A pesquisa também investigou a preparação dos investidores para imprevistos financeiros. Uma parcela significativa (86%) se sente preparada, buscando rentabilidade (45%), diversificação da carteira (42%) e educação financeira (42%). Segundo Paulo Portinho, gerente de educação e inclusão financeira da CVM, “Esses dados são importantes para traçar estratégias mais assertivas e promover campanhas de educação financeira, visando um ambiente mais acessível e inclusivo”.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






