Após meses de pressão, o custo da cesta básica em São Paulo apresentou um respiro em agosto, com uma queda de 2,21%. A pesquisa, conduzida pela Fundação Procon-SP em parceria com o Dieese, revela que o preço médio da cesta recuou de R$ 1.325,15 em julho para R$ 1.295,86 no final de agosto. Essa redução traz um alívio momentâneo para os consumidores paulistanos, que têm enfrentado um cenário de inflação persistente nos últimos meses.
A análise detalhada por grupos de produtos aponta que a maior contribuição para essa queda veio dos itens de Alimentação, com um recuo de 2,56%. Os produtos de Limpeza também registraram uma diminuição nos preços, com uma variação negativa de 2,12%. Em contrapartida, os itens de Higiene Pessoal apresentaram um leve aumento de 1,47%, atenuando um pouco o impacto positivo da queda nos outros grupos.
Entretanto, nem tudo são flores. Apesar da queda mensal, a análise em um período de 12 meses revela que a cesta básica acumula uma alta de 2,27%. O grupo Alimentação se destaca negativamente nesse período, com o café em pó, a carne de segunda sem osso e a carne de primeira liderando os aumentos. Essa disparidade entre o desempenho mensal e anual demonstra a complexidade da dinâmica de preços dos alimentos.
Apesar das exportações aquecidas e da baixa oferta de animais para abate, os preços das carnes apresentaram uma leve queda entre julho e agosto. O quilo da carne de primeira recuou 3,60%, enquanto o da carne de segunda diminuiu 2,80%. Contudo, quando comparamos agosto de 2025 com agosto de 2024, os aumentos são expressivos: 24,40% para a carne de segunda e 20,01% para a carne de primeira.
O café em pó, por sua vez, apresentou uma leve retração mensal de 1,6%, após atingir um pico em junho. No entanto, a variação anual é alarmante: um aumento de 72,58%. “As oscilações nos preços da cesta básica podem ser explicadas por diversos fatores, como problemas climáticos, questões sazonais, oferta e demanda, preços das commodities, variações cambiais e desonerações de tributos”, explica o Procon-SP.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






