Em resposta ao 19º pacote de sanções econômicas imposto pela União Europeia, Moscou prometeu uma “resposta firme”. As novas medidas da UE visam intensificar a pressão sobre a Rússia para que negocie um cessar-fogo com a Ucrânia, em meio à escalada do conflito e aos recentes ataques aéreos em território ucraniano.
A declaração de possível retaliação partiu de Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia. Ele criticou o que chamou de “órgão quase judicial antirrusso”, criado para extrair da Rússia indenizações pelas supostas consequências da agressão contra Kiev. “Nossa resposta firme a isso não demorará a chegar”, assegurou Medvedev.
A escalada de tensões ocorre em um momento crítico, com a Rússia intensificando seus ataques contra a Ucrânia e, segundo denúncias, realizando incursões no espaço aéreo de países vizinhos, como Polônia e Romênia. Essas ações foram classificadas como “ato de agressão” pelas nações envolvidas.
Medvedev descreveu o novo pacote de sanções como a criação de uma “estrutura russofóbica” dentro da UE. A Comissão Europeia, por outro lado, argumenta que as sanções estão surtindo efeito, apontando para a queda de 90% nas receitas russas com petróleo e a alta inflação no país.
O 19º pacote de sanções da UE inclui a proibição de importações de gás natural liquefeito (GNL) russo, restrições ao uso de criptomoedas para contornar as sanções e a inclusão de novos bancos russos em listas de bloqueio de transações. Além disso, foi reduzido o teto de preços do petróleo bruto russo e sancionados navios ligados a esquemas de burla aos embargos energéticos.
Fonte: http://www.metropoles.com






