BRF Cancela Ações e Altera Registro na CVM em Preparação para a Fusão com a Marfrig

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A BRF, gigante do agronegócio brasileiro, deu um passo importante em direção à sua fusão com a Marfrig. A companhia anunciou o cancelamento de 90,2 milhões de ações em tesouraria, papéis recomprados no mercado e mantidos pela própria empresa, sem direito a voto ou dividendos. A medida, aprovada na última quinta-feira, faz parte de um conjunto de ações que visam otimizar a estrutura da empresa para a união com a Marfrig.

As ações em tesouraria, segundo especialistas, podem ser usadas para diversos fins, desde programas de incentivo a funcionários até a redução do número total de ações em circulação. No caso da BRF, o cancelamento diminui o número de papéis disponíveis no mercado, mas não altera o valor do capital investido na companhia, que permanece em cerca de 1,59 bilhão de ações ordinárias.

Adicionalmente, a BRF solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a mudança de seu registro de companhia aberta da categoria “A” para “B”. Essa alteração implica na saída da empresa da Bolsa de Valores do Brasil (B3), embora ela continue sob a supervisão da CVM. A companhia também aprovou a retirada da listagem de seus recibos de ações (ADRs) da Bolsa de Nova York.

“Essa série de medidas dependem da formalização da fusão entre BRF e Marfrig, o que deve ocorrer no dia 22. Nessa data, as ações da BRF deixarão de ser negociadas na B3”, informou a empresa em comunicado. A expectativa é que a fusão crie uma nova gigante do setor alimentício, com potencial para gerar sinergias e fortalecer a posição das empresas no mercado global.

A fusão entre Marfrig e BRF já havia recebido o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no início de setembro. A união entre as duas companhias dará origem a uma nova empresa, a MBRF, com receita anual estimada em R$ 152 bilhões. As Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) de Marfrig e BRF também aprovaram a união dos negócios das duas empresas no início de agosto, demonstrando o apoio dos acionistas à operação.

Fonte: http://www.metropoles.com