Uma dívida de R$ 250 mil se transformou em um pesadelo no interior do Paraná. Quatro homens que foram cobrar o valor, referente à venda de uma fazenda, foram encontrados mortos em uma vala comum, após quase 45 dias de buscas angustiantes. A Polícia Civil desvendou um cenário macabro, com um bunker escondendo um carro usado pelas vítimas e a fuga de dois fazendeiros, agora considerados foragidos.
Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso viajaram de São José do Rio Preto (SP) até Icaraíma, no noroeste do Paraná, em 4 de agosto. A missão era cobrar a dívida da família Buscariollo, que havia adquirido a propriedade em agosto de 2023, mas supostamente não honrou o pagamento. Alencar Gonçalves de Souza, que atuava como intermediário, também desapareceu com o grupo.
O desaparecimento dos quatro homens mobilizou as autoridades e familiares, que denunciaram o caso. A primeira pista surgiu em 12 de setembro, quando a polícia localizou o Fiat Toro branco usado pelas vítimas, enterrado em uma estrutura subterrânea que lembrava um bunker. O veículo apresentava marcas de sangue e tiros, indícios da violência sofrida pelo grupo.
A descoberta da vala comum, na sexta-feira (19), trouxe um desfecho trágico à busca. Os corpos, encontrados com marcas de tiros e pertences pessoais, foram identificados como os dos quatro homens desaparecidos. O delegado Thiago Andrade, responsável pela investigação, declarou que a descoberta “encerra as buscas”, mas que a investigação agora se concentra na coleta e organização das provas para elucidar os detalhes do crime.
As atenções se voltam agora para Antonio Buscariollo, conhecido como “Tonhão”, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, apontados como os principais suspeitos e atualmente foragidos. Donos da fazenda em questão, eles são investigados por participação direta na execução das vítimas. A polícia intensificou as buscas para capturar os dois e aprofundar a análise pericial dos veículos e do local do crime, buscando esclarecer todos os aspectos dessa tragédia.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






