Os sindicatos franceses elevaram a pressão sobre o governo de Emmanuel Macron, estabelecendo um prazo final para que o novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, responda às suas exigências. A insatisfação com as políticas de austeridade propostas acendeu o alerta para uma possível escalada de tensões sociais no país.
As centrais sindicais deram um ultimato, fixando a próxima quarta-feira como data limite para uma resposta satisfatória. Caso contrário, prometem convocar um novo dia de manifestações em todo o país, reacendendo o clima de protestos que já mobilizou centenas de milhares de pessoas nas ruas.
A decisão foi tomada após uma reunião de representantes de oito centrais sindicais, que avaliaram o impacto da mobilização recente. “Estamos em posição de força e exigimos respostas imediatas”, declarou Sophie Binet, líder da CGT (Confederação Geral do Trabalho), demonstrando a determinação dos trabalhadores.
O cerne da disputa reside no pacote de medidas de contenção de gastos, que inclui cortes de cargos públicos, reforma do seguro-desemprego e mudanças no sistema de reembolso de gastos médicos. Os sindicatos também reiteram a oposição ao aumento da idade mínima para aposentadoria, fixada em 64 anos.
Diante da crescente pressão, o primeiro-ministro Lecornu sinalizou a intenção de se reunir com as lideranças sindicais para buscar um diálogo. O ex-presidente François Hollande também se manifestou, alertando para o risco de o debate orçamentário ser prejudicado caso não haja avanços nas negociações. Marylise Léon, líder do CFDT, o maior sindicato do país, afirmou que “a bola está no campo do primeiro-ministro”, e que esperam “provas” de que ele está disposto a ceder.
Fonte: http://www.metropoles.com






