A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma resolução em homenagem a Charlie Kirk, ativista conservador e influente apoiador do ex-presidente Donald Trump. A votação, realizada nesta sexta-feira (19/9), revelou uma divisão notável dentro do Partido Democrata, apesar da ampla maioria que a aprovou.
A resolução busca celebrar a vida e o legado de Kirk, que faleceu tragicamente no dia 10 de setembro após ser baleado na Universidade de Utah. O caso gerou comoção e reacendeu debates sobre violência política no país.
O ativista foi vítima de um ataque durante uma turnê universitária que previa 14 eventos. Tyler Robinson, principal suspeito, foi acusado de homicídio agravado e outros crimes, podendo enfrentar a pena de morte caso seja condenado.
Controlada pelos republicanos, a Câmara aprovou a resolução com 310 votos favoráveis. No entanto, entre os democratas, 95 votaram a favor, 58 contra e 38 se abstiveram, registrando voto como “presente”. Essa divisão expõe tensões internas no partido em relação ao legado de Kirk e à politização de sua morte.
Democratas que votaram contra argumentaram que a homenagem havia sido politizada e que o texto continha posicionamentos opinativos. A resolução também inclui uma condenação à violência política nos Estados Unidos nos últimos anos, um tema sensível no atual cenário político.
O funeral de Charlie Kirk está marcado para este domingo (21/9) no State Farm Stadium, no Arizona, com a presença esperada de Donald Trump e outros altos funcionários do governo, que deverão discursar. A cerimônia será aberta ao público, mediante cadastro prévio.
Charlie Kirk, aos 31 anos, era uma figura proeminente no conservadorismo americano. Fundador da Turning Point USA, ele desempenhou um papel crucial na mobilização de estudantes e jovens eleitores, estabelecendo laços estreitos com Trump e sua família.
“Todos nós devemos rezar por Charlie Kirk, que foi baleado. Um cara incrível, do começo ao fim. QUE DEUS O ABENÇOE!”, escreveu Trump em suas redes sociais, demonstrando a proximidade entre os dois.
Kirk iniciou sua trajetória no conservadorismo ainda no ensino médio e, após ser rejeitado pela Academia Militar de West Point, fundou a Turning Point USA em 2012. A organização cresceu exponencialmente, consolidando-se como uma força influente na política americana.
Fonte: http://www.metropoles.com






