O canal oficial do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi retirado do ar pelo YouTube neste sábado (20/9), conforme constatado pela reportagem. Ao tentar acessar a página, que contava com 233 mil inscritos, os usuários se deparavam com a mensagem: “Esta página não está disponível. Pedimos desculpas pelo inconveniente”. O incidente ocorre em um momento de crescente tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos.
A remoção do canal ainda não foi comentada oficialmente pelo governo de Maduro. No entanto, a emissora estatal Telesur informou que a conta foi excluída na tarde de sexta-feira (19/9). Em comunicado, a Telesur classificou o ato como parte de uma “guerra híbrida” dos EUA contra a Venezuela, afirmando que o fechamento ocorreu “sem qualquer tipo de justificativa”.
Em seu site, a Telesur ponderou que, embora não haja confirmação de uma motivação política por trás da exclusão, a possibilidade não pode ser descartada. A medida surge em um contexto de escalada de tensões, com os Estados Unidos posicionando navios no Caribe sob a alegação de combate ao narcotráfico. Em resposta, Maduro denunciou uma “ameaça militar” e ordenou exercícios militares nas fronteiras venezuelanas.
Este não é o primeiro incidente envolvendo a suspensão de contas de Maduro em redes sociais. No passado, o presidente venezuelano já denunciou bloqueios de suas transmissões ao vivo no TikTok, além de ter ordenado a suspensão do uso do X (antigo Twitter) na Venezuela. Em 2021, sua conta no Facebook foi suspensa por um mês após a divulgação de um suposto tratamento contra a Covid-19.
As ações contra as contas de Maduro levantam debates sobre liberdade de expressão e o papel das plataformas digitais na moderação de conteúdo político. Enquanto alguns defendem a necessidade de combater a desinformação e o discurso de ódio, outros criticam o que consideram ser censura e interferência indevida em assuntos de soberania nacional. O caso reacende a discussão sobre os limites da atuação das empresas de tecnologia no cenário político global.
Fonte: http://www.metropoles.com






