O governo iraniano intensificou a disputa em torno das atividades nucleares na região, anunciando a posse de documentos que supostamente expõem detalhes confidenciais do programa nuclear israelense. A revelação foi feita pelo ministro da Inteligência do Irã, Esmaeil Khatib, em pronunciamento na última quarta-feira (24/9), aumentando as tensões geopolíticas já existentes.
Segundo Khatib, os arquivos obtidos por agentes iranianos detalham informações de 189 especialistas nucleares e militares ligados ao programa israelense, além de identificar instalações consideradas “sensíveis”. O ministro alegou que a aquisição dos documentos envolveu cooperação com indivíduos dentro de instalações nucleares israelenses e até mesmo cidadãos comuns, em uma operação que demonstra a ousadia das operações de inteligência do Irã.
Em um documentário exibido pela televisão estatal iraniana, o ministro Khatib enfatizou a suposta influência de atores externos no programa nuclear israelense, incluindo os Estados Unidos e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Essa alegação adiciona uma camada de complexidade à questão, sugerindo um possível envolvimento internacional nas atividades nucleares de Israel.
Apesar das alegações iranianas, a veracidade dos documentos permanece incerta. Israel mantém uma política de ambiguidade em relação ao seu programa nuclear, nunca confirmando nem negando a posse de armas nucleares. Essa postura dificulta a verificação independente das informações divulgadas pelo Irã.
Contudo, Israel é amplamente considerado um dos países detentores de armas nucleares, juntamente com potências como Estados Unidos, Rússia e China. A falta de transparência de Israel em relação ao seu arsenal nuclear alimenta especulações e desconfianças, especialmente em um contexto regional já marcado por instabilidade e tensões.
Fonte: http://www.metropoles.com






