As ações da Braskem enfrentaram um dia turbulento na Bolsa de Valores brasileira (B3) nesta sexta-feira, com uma queda acentuada que alarmou investidores. O desempenho negativo reflete preocupações crescentes sobre a saúde financeira da petroquímica, intensificadas após o anúncio da contratação de consultores para revisar sua estrutura de capital.
No pico da instabilidade, por volta das 13h, as ações da Braskem desabaram 12,86%, atingindo o valor de R$ 7,18. Mais cedo, a situação já era crítica, com uma queda de 13,59%, cotada a R$ 7,12 às 12h40. A mínima do dia chegou a R$ 7,07, o menor valor intradiário em mais de uma década, desde março de 2015, demonstrando a intensidade da aversão dos investidores.
“Investidores parecem ter interpretado esse anúncio como um indício de que pode haver um processo formal de reestruturação na Braskem”, afirmaram especialistas, refletindo o sentimento de incerteza que paira sobre a empresa. A contratação de assessores financeiros e jurídicos para otimizar a estrutura de capital, em um momento de baixa no mercado petroquímico global, levantou questionamentos sobre a real situação da companhia.
Em paralelo, a Braskem confirmou, em agosto, negociações para a possível venda de ativos nos Estados Unidos, com a Unipar como potencial compradora, mediante um acordo de confidencialidade. As conversas envolvem unidades industriais de produção de polipropileno no Texas, Pensilvânia e Virgínia Ocidental. A Novonor, acionista controladora com 50,1% do capital votante, lidera as negociações, enquanto a Petrobras detém 47%.
Os resultados do segundo trimestre de 2025 também trouxeram um cenário misto, com prejuízo de R$ 267 milhões, embora uma redução de 93% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda recorrente ficou em R$ 427 milhões, abaixo dos R$ 1,67 bilhão registrados em 2024. A Braskem projeta investimentos de R$ 2,4 bilhões até o fim do ano, com R$ 515 milhões já executados.
Fonte: http://www.metropoles.com






