Investidores de Fundos Imobiliários (FIIs) e Fiagros receberam com otimismo o parecer sobre a Medida Provisória nº 1.303/2025, divulgado na última quarta-feira. A XP Investimentos avalia que o texto preservou isenções tributárias cruciais para esses veículos, dissipando receios que pairavam sobre o mercado.
Um ponto central foi a manutenção da isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas nos rendimentos distribuídos, desde que respeitadas as condições legais já em vigor. “Essa decisão é fundamental para manter a atratividade dos FIIs e Fiagros para investidores individuais”, ressalta a análise da XP, contrastando com a proposta inicial de taxação em 5% a partir de 2026.
Outra medida vista como positiva é a redução da alíquota de 20% para 17,5% sobre os ganhos de capital em operações com cotas. Embora considerada marginal, a XP acredita que essa mudança contribui para a competitividade dos fundos em relação a outras opções de investimento.
Além disso, a manutenção da isenção sobre receitas internas dos fundos, como aluguéis e aplicações, foi considerada um avanço significativo. Segundo a XP, essa medida tende a aprimorar a eficiência da gestão de caixa, que atualmente enfrenta limitações devido ao peso do IR em ativos tradicionais.
Entretanto, a XP alerta para possíveis riscos. A revogação da obrigatoriedade de distribuição mínima de 95% do lucro em caixa pode impactar os rendimentos pagos aos cotistas no curto prazo, aumentando a volatilidade. A votação da MP foi adiada para 30 de setembro, e sua aprovação a transformará em lei ordinária.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






