Glaidson Acácio dos Santos, amplamente conhecido como o ‘Faraó dos Bitcoins’, enfrenta mais um revés judicial. Apesar de uma recente transferência para o sistema penitenciário do Rio de Janeiro para participar de audiências, uma nova decisão judicial determinou sua permanência em uma penitenciária federal. A disputa legal sobre onde o acusado deve cumprir sua pena reacende o debate sobre a influência e o potencial de risco que ele representa.
Inicialmente, Glaidson havia sido transferido para o Presídio Laércio da Costa Pellegrino, Bangu I, no Rio de Janeiro, conforme informou seu advogado, Thiago de Souza Cardoso Lemos. Essa movimentação visava facilitar sua participação em audiências marcadas para outubro. No entanto, a decisão da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do TJRJ mudou o curso dos acontecimentos.
A justificativa para mantê-lo em uma unidade federal de segurança máxima reside no “alto potencial para desestabilizar o sistema penitenciário estadual”, conforme trecho da decisão judicial. O juiz responsável ressaltou que os motivos que levaram à sua transferência original para o sistema federal permanecem inalterados, indicando uma preocupação contínua com a segurança e a ordem.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reforçou essa preocupação, argumentando que Glaidson só deveria ser liberado do sistema federal em 2027. Segundo o MPRJ, ele continua a liderar uma organização criminosa envolvida em fraudes financeiras, corrupção e até homicídios relacionados ao mercado de criptomoedas. Esse parecer sublinha a complexidade do caso e a necessidade de medidas rigorosas.
De acordo com documentos, o esquema liderado pelo ‘Faraó dos Bitcoins’ movimentou cerca de R$ 38 bilhões no Brasil e no exterior. Além disso, ele responde por um homicídio ocorrido em 2022. Preso desde 2021 na Operação Kryptos, Glaidson Acácio dos Santos continua a ser um personagem central em um dos maiores escândalos financeiros do país.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






