O dólar abriu a semana com leve variação, registrando uma queda de 0,08%, cotado a R$ 5,33 nesta segunda-feira. No entanto, as atenções do mercado se voltam para a divulgação de importantes indicadores do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que prometem influenciar o câmbio e as ações tanto no Brasil quanto no exterior. A semana será marcada por uma série de dados cruciais que poderão ditar o ritmo dos negócios.
No cenário doméstico, os investidores acompanham de perto as participações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um evento promovido pelo Itaú BBA em São Paulo. Suas falas serão minuciosamente analisadas em busca de sinais sobre a política econômica e monetária do país. A expectativa é que ambos ofereçam perspectivas sobre o futuro da economia brasileira.
Ainda nesta semana, o Brasil divulgará dados importantes como os números de crédito do Banco Central, que devem indicar uma desaceleração no crescimento da carteira em agosto. Também serão revelados os dados do CAGED sobre empregos formais, com estimativa de criação líquida de cerca de 198 mil vagas, segundo o Banco Daycoval. O resultado primário do Tesouro Nacional também será divulgado.
Além disso, o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas do mercado, revelou revisões nas projeções de inflação para 2025 e 2026, indicando uma leve melhora nas expectativas. As projeções para o câmbio também apresentaram ligeira queda para os próximos anos, refletindo um cenário de maior otimismo em relação à economia brasileira.
“A expectativa para a abertura de vagas (do relatório ‘Jolts’) em agosto é de 7,1 milhões com desaceleração em relação ao mês anterior”, destaca análise do Banco Daycoval, ressaltando a importância dos dados do mercado de trabalho americano para a dinâmica do câmbio. Os próximos dias serão cruciais para entender a trajetória do dólar e seus impactos na economia brasileira.
Fonte: http://www.metropoles.com






