Alerta em SP: Nível dos Reservatórios Cai a Patamar Alarmante, Revivendo Temores da Crise Hídrica

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Os reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo atingiram, em agosto, níveis críticos, os mais baixos desde a severa crise hídrica de 10 anos atrás. Os dados, divulgados pela Sabesp (SBSP3), acendem um sinal de alerta sobre o abastecimento na maior metrópole do país.

Na segunda-feira, o volume total de água armazenada nos sete sistemas que servem a Grande São Paulo chegou a 38,4%, aproximando-se da marca dos 30% observada pela última vez em 2015. Naquele período, antes da implementação de diversas obras de interligação, os reservatórios chegaram a operar com menos de 10% da capacidade.

A meteorologista Desirée Brandt, da consultoria Nottus, expressou preocupação com a situação. “A preocupação é pertinente, sim”, afirmou, ressaltando que a recuperação dos níveis exigirá “chuva bem acima da média”.

O quadro de seca persistente em São Paulo é confirmado por dados da Agência Nacional de Águas (ANA). Em julho, a seca se intensificou, atingindo o nível “grave” em 12% do território paulista, a pior condição desde outubro de 2024, segundo a agência.

Diante desse cenário, a Sabesp, agora sob gestão privada, afirma que tem realizado “obras e investimentos” desde a crise de 2014/2015. Entre as ações, destacam-se a interligação Jaguari–Atibainha, o Sistema São Lourenço e a transferência de água do rio Itapanhaú.

O Sistema Cantareira, o maior do conjunto, operava com 35,9% da capacidade nesta segunda-feira, uma queda em relação aos 41,2% do final de julho e aos 58,4% de agosto do ano anterior. A situação mais crítica é observada no manancial de Rio Claro, com apenas 23,2% da capacidade.

Embora os modelos de previsão indiquem chuvas mais significativas a partir de meados de setembro, Brandt alerta para a possibilidade de um próximo período úmido insuficiente. “A gente pode terminar o próximo período úmido sem gordura para as próximas temporadas de seca”, explica, enfatizando que São Paulo teve poucos verões com chuvas dentro ou acima da média desde 2013.

Diante da baixa precipitação registrada em agosto, com apenas 0,5 milímetros no Cantareira, ante uma média histórica de 34,2 milímetros, a meteorologista reforça a necessidade de conscientização da população. “A Sabesp tem que fazer um trabalho de conscientização para a população (não desperdiçar água). Esse trabalho vai ser muito importante neste verão”, conclui Brandt.

Fonte: http://www.infomoney.com.br