Alerta Financeiro: Endividamento Força 14% dos Brasileiros a Usar a Poupança para Contas, Aponta FGV

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Um sinal de alerta para a saúde financeira das famílias brasileiras foi emitido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Dados da Sondagem do Consumidor revelam que 14% dos consumidores recorreram à poupança para cobrir despesas correntes em novembro. Apesar de uma leve melhora em relação a outubro, o índice se mantém em um patamar considerado “alto”, refletindo um cenário de crescente vulnerabilidade econômica.

Essa dependência da poupança para gastos essenciais, como alimentação e contas básicas, expõe a fragilidade do orçamento familiar diante do endividamento elevado. A economista da FGV, Anna Carolina Gouveia, destaca que esse indicador tem piorado nos últimos meses, acendendo um sinal de alerta diante de um cenário já adverso de inadimplência e juros altos. A taxa básica de juros em 15% ao ano agrava ainda mais o problema, encarecendo as dívidas e pressionando o orçamento das famílias.

Apesar de um leve aumento na confiança do consumidor em novembro, impulsionado por um mercado de trabalho ainda aquecido e uma inflação gradualmente mais controlada, a FGV prevê que essa melhora pode ser de curta duração. “Essa melhora está nos dois horizontes, mas, provavelmente, não vai ser sustentada por tantos meses”, adverte Gouveia, citando o contexto de endividamento elevado e a persistência de juros altos como fatores que podem reverter essa tendência.

O endividamento das famílias brasileiras atingiu um patamar histórico, com quase 80% dos lares reportando dívidas em outubro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A inadimplência também se mantém em níveis alarmantes, com um número recorde de famílias admitindo não ter condições de quitar seus débitos. Esse cenário desafiador exige atenção e medidas para mitigar os impactos na economia e no bem-estar da população.

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o bom desempenho do mercado de trabalho não tem sido suficiente para conter o avanço da inadimplência, principalmente devido aos juros elevados. Ele prevê que o endividamento e a inadimplência continuarão a crescer até o final do ano, impactando negativamente o comércio varejista. Diante desse quadro, torna-se crucial a implementação de políticas que promovam a educação financeira e o acesso a crédito mais acessível, visando a recuperação da saúde financeira das famílias brasileiras.

Fonte: http://www.infomoney.com.br