Uma falha burocrática impediu a libertação de Alexsandra Aparecida da Silva, de 43 anos, presa por envolvimento nos atos de 8 de janeiro em Brasília. Apesar de um alvará de soltura ter sido emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a manifestante permanece detida devido a um erro na documentação.
A decisão judicial determinava a soltura de Alexsandra no “Presídio de Varginha”. Contudo, a presa está custodiada na Penitenciária de Três Corações, outra cidade mineira. A defesa da mulher alega que a divergência causou transtornos à família, que se deslocou em vão para recebê-la na noite de quarta-feira.
Segundo o advogado Wesley Bastos, a Justiça havia encaminhado Alexsandra inicialmente para Varginha, onde fica uma delegacia da Polícia Federal. No entanto, a ausência de uma ala feminina na unidade prisional motivou a transferência para Três Corações, a cerca de 35 quilômetros de distância. O atestado carcerário justificou a mudança como “rotina de fluxo de gestão de vaga”.
“O STF emitiu o alvará de soltura erroneamente. Foi um erro material”, declarou Bastos. O advogado expressou confiança na correção do equívoco para que sua cliente seja libertada em breve. Ele também destacou os problemas de saúde de Alexsandra, como ansiedade, nódulo na mama, cisto no punho e sangramento retal, relatados durante o período de detenção.
A decisão de Moraes impõe medidas cautelares a Alexsandra, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e nos fins de semana, comparecimento semanal em juízo, proibição de uso de redes sociais e entrega do passaporte. O STF ainda não se manifestou sobre o caso.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






