Após Cessar-Fogo, Palestinos Retornam a Gaza em Meio à Destruição e Esperança

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No segundo dia de cessar-fogo, milhares de palestinos retornam aos seus lares na Faixa de Gaza, impulsionados pela esperança de reconstruir suas vidas em meio à devastação. Famílias inteiras seguem pela estrada principal em direção à Cidade de Gaza, carregando seus pertences e a determinação de recomeçar.

Apesar do cenário de destruição generalizada, com edifícios e infraestrutura em ruínas, os palestinos deixam os acampamentos improvisados no sul e iniciam a jornada para o norte, muitos a pé. A persistência em retornar demonstra a profunda ligação com sua terra e a esperança em um futuro melhor, mesmo diante das adversidades.

O cessar-fogo, que entrou em vigor na sexta-feira, reacendeu a esperança na libertação dos reféns ainda em poder do Hamas. A expectativa é que cerca de 20 pessoas permaneçam vivas. Paralelamente, o recuo das tropas israelenses facilitou o retorno dos palestinos, que viveram dois anos sob intensos bombardeios, restrições e escassez de recursos.

Segundo dados da Defesa Civil de Gaza, aproximadamente 200 mil palestinos se deslocaram para o norte do território apenas na sexta-feira. “A circulação de sul a norte em Gaza, bloqueada desde o mês passado, está novamente permitida, tanto pela estrada Al-Rashid quanto pela estrada Salah al-Din”, informaram as autoridades.

O acordo de cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, prevê uma primeira fase com a libertação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos. “Ao longo dos dois anos desde o início da guerra, prometi às famílias dos reféns que os traria de volta e que a promessa está sendo cumprida”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A reconstrução de Gaza também está prevista no plano de paz, oferecendo um raio de esperança em meio à tragédia.

Após dois anos de conflito, o Ministério da Saúde da Palestina reporta um saldo de 67.211 mortos e 57 mil feridos no território palestino. Dentre as vítimas fatais, cerca de 5 mil eram crianças e 10 mil eram mulheres, evidenciando o impacto devastador da guerra sobre a população civil.

Fonte: http://www.metropoles.com