Em uma manobra ousada para fortalecer suas reservas cambiais, o governo argentino zerou temporariamente os impostos sobre a exportação de importantes commodities agrícolas, como soja, milho e trigo. A medida, anunciada nesta segunda-feira (22), busca injetar dólares na economia em um momento em que o país enfrenta dificuldades para conter a desvalorização do peso.
A decisão, formalizada por decreto presidencial publicado no Diário Oficial, tem validade até 31 de outubro ou até que as empresas agroexportadoras declarem US$7 bilhões em exportações. Anteriormente, as taxas sobre a soja e seus derivados variavam entre 24,5% e 26%, enquanto o milho era taxado em 9,5%. A Argentina se posiciona como um dos principais exportadores globais de óleo e farelo de soja, além de ser um relevante fornecedor de milho e trigo.
A expectativa é que a medida incentive os produtores a liquidarem seus estoques, aumentando a oferta de dólares no mercado interno. Uma fonte da presidência argentina informou à Reuters que o Ministério da Economia fornecerá detalhes técnicos adicionais sobre a iniciativa, esclarecendo o limite de US$7 bilhões e a campanha de exportação a que ele se aplica.
Vale lembrar que a eliminação dos impostos de exportação era uma promessa de campanha do atual presidente, Javier Milei. “A eliminação do imposto de exportação era um de seus objetivos políticos, mas que não poderia fazê-lo imediatamente”, declarou Milei durante sua campanha. A medida já havia sido implementada de forma temporária no primeiro semestre do ano, impulsionando as vendas dos agricultores.
A resposta do setor agroexportador ainda é aguardada. A Reuters tentou contato com a câmara CIARA-CEC, que representa exportadores e processadores de grãos, mas não obteve retorno até o momento.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






