Ataques Cibernéticos e Fraudes Abalam Confiança e Freiam Avanço do Pix Parcelado

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O adiamento da padronização do Pix Parcelado pelo Banco Central expõe uma crise de segurança que assola as fintechs. Ataques hackers, desvios milionários e o uso de instituições financeiras por organizações criminosas forçaram o BC a priorizar a segurança do sistema financeiro, impactando o cronograma de inovações.

A avaliação de especialistas é que o Banco Central precisou reorientar seus esforços para fortalecer a base do sistema financeiro. “Não dá pra continuar inovando se a base de confiança foi abalada. O momento é de reconstrução”, disse Auziane Morais, líder de compliance do Stark Bank, durante o evento Fitch in Fintechs 2025.

Para Pedro Carvalho, diretor sênior da Fitch Ratings, o BC enfrenta um dilema: equilibrar a necessidade de preservar a credibilidade do sistema com a importância de não frear a inovação. O adiamento da padronização do Pix Parcelado, por exemplo, impacta investimentos já realizados pelas empresas do setor.

A colaboração e a governança interna se tornaram palavras-chave para as fintechs neste cenário. A desconfiança do usuário afeta todo o ecossistema, tornando a credibilidade do sistema mais importante do que a competição em inovação. O setor se mostra mais disposto a compartilhar informações e criar mecanismos de autorregulação.

François Guérin, diretor de serviços de banking do Opea, ressalta a importância da governança nos processos, tanto na gestão de colaboradores quanto na escolha de prestadores de serviço de tecnologia. “Os eventos recentes mostraram que não é só uma questão de regulação. Houve um problema de conduta”, comentou Guérin.

No final de agosto, a Polícia Federal deflagrou operações que desmantelaram um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, liderado pelo PCC. A organização criminosa utilizava fintechs e fundos de investimento para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, evidenciando a fragilidade do sistema.

Ataques cibernéticos também contribuíram para a crise. Em julho, a C&M Software, empresa que conecta instituições financeiras ao BC, foi alvo de um ataque. Em setembro, a fintech Monbank sofreu um ataque cibernético que resultou no desvio de R$ 4,9 milhões, e a Sinqia informou que um ataque hacker causou o desvio de cerca de R$ 710 milhões em transações não autorizadas.

Fonte: http://www.infomoney.com.br