Os 13 ativistas brasileiros que participaram da flotilha Global Sumud e foram deportados por Israel para a Jordânia, estão previstos para chegar ao Brasil nesta quinta-feira (9/10). A informação foi confirmada ao Metrópoles por familiares dos envolvidos, aliviando a apreensão sobre o retorno do grupo.
Após a chegada na Jordânia, os ativistas lançaram uma campanha de arrecadação online para custear as passagens de volta. Segundo os familiares, a união do grupo é uma prioridade: “Todas as alternativas de retorno dos ativistas envolvem que todos voltem juntos ao país”. A comunidade brasileira se mobilizou para apoiar o retorno dos ativistas.
Em comunicado, o grupo expressou que o governo brasileiro não se ofereceu para arcar com as despesas de viagem. “O governo brasileiro ainda não se propôs a pagar a passagem dos participantes; por isso, a organização brasileira decidiu realizar um pedido de arrecadação aos seguidores para contribuir com o retorno”, informaram os ativistas. Entre os deportados estão figuras como a vereadora Mariana Conti (Psol-SP) e a deputada Luizianne Lins (PT-CE).
Os familiares dos ativistas ressaltaram o apoio recebido na Jordânia. “É importante reconhecer a excelente recepção da embaixada brasileira, em Amã. O embaixador Marcio Fagundes do Nascimento e toda sua equipe receberam todos maravilhosamente bem”, destacou um familiar. Apesar das dificuldades enfrentadas, todos os ativistas encontram-se em bom estado de saúde.
O Itamaraty se manifestou sobre o incidente, declarando que “o Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio a Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário”. O grupo foi interceptado em águas internacionais enquanto tentava entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Após a deportação, os ativistas receberam assistência consular e passaram por avaliação médica em território jordaniano, aguardando agora o retorno ao Brasil.
Fonte: http://www.metropoles.com






