Banco Central Alerta: Inflação Persistente Gera ‘Grande Incomodação’ e Mantém Juros Altos

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou forte preocupação com a inflação brasileira, que permanece acima da meta estabelecida. Em declarações recentes, ele enfatizou que a autoridade monetária está “bastante incomodada” com o cenário atual e com as expectativas de mercado, sinalizando a manutenção de uma política monetária restritiva por um período prolongado.

“A inflação e expectativas seguem fora do que é a meta, isso é um ponto de bastante incômodo para o Banco Central”, afirmou Galípolo durante o Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta. Ele ressaltou, no entanto, que o BC tem agido de forma diligente e tempestiva para combater o processo inflacionário e buscar o retorno à meta.

Apesar do reconhecimento de um processo de desinflação em curso, Galípolo não estabeleceu um prazo para que a inflação atinja a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A pesquisa Focus mais recente indica que o IPCA deve fechar o ano com um avanço de 4,70%, sem perspectiva de atingir o centro da meta até 2028, segundo a mediana das projeções.

O Banco Central tem sinalizado a intenção de manter a taxa básica Selic em 15% por um “período bastante prolongado”, com o objetivo de conduzir a inflação para a meta contínua de 3%. A manutenção da taxa de juros em patamar elevado visa garantir a convergência da inflação, mesmo diante de um cenário de crescimento econômico e baixo desemprego.

“A economia brasileira vem passando por um ciclo de crescimento contínuo… e ainda assim com nível de inflação que, apesar de fora da meta, o que demanda o Banco Central permanecer com uma taxa de juros num patamar elevado e restritivo por um período prolongado”, explicou Galípolo, reiterando o compromisso do BC com a estabilidade de preços.

Fonte: http://www.infomoney.com.br