O Banco Mundial revisou para cima sua estimativa de crescimento econômico para a América Latina e o Caribe em 2026, projetando uma expansão de 2,5%. Apesar do otimismo cauteloso, a região ainda enfrenta obstáculos significativos, como inflação persistente, alto endividamento e a incerteza gerada por políticas comerciais globais, especialmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Apesar da ligeira melhora, a América Latina continua sendo a região com o crescimento mais lento em comparação com outras partes do mundo. Para 2024, a previsão de crescimento se mantém em 2,3%, representando uma leve aceleração em relação aos 2,2% registrados no ano anterior.
No que tange às maiores economias da região, o Banco Mundial manteve a estimativa de crescimento do Brasil em 2,4% para 2025, com uma desaceleração esperada para 2,2% no ano seguinte. Já a previsão para o México foi revisada para cima, com expansão de 0,5% em 2024 e uma aceleração para 1,4% em 2025.
Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, enfatizou a resiliência dos governos da região em face de choques econômicos. “Os governos da região têm conduzido suas economias através de repetidos choques, preservando a estabilidade”, afirmou Cordeiro Guerra, ressaltando a importância de acelerar reformas para melhorar o ambiente de negócios, investir em infraestrutura e atrair capital privado.
Embora a Argentina continue a apresentar um crescimento robusto, a estimativa para 2025 foi revisada para baixo, de 5,5% para 4,6%. Adicionalmente, a Bolívia enfrenta desafios com uma projeção de contração econômica tanto para este ano quanto para o próximo, colocando pressão sobre o futuro governo. O Banco Mundial ainda alertou sobre a dificuldade em atingir as metas de inflação, com taxas de juros em queda mais lenta, e o impacto negativo das incertezas comerciais globais sobre os investimentos.
O relatório do Banco Mundial também destacou que barreiras estruturais, como infraestrutura deficiente, um sistema educacional inadequado e um ambiente que favorece empresas já estabelecidas, continuam a prejudicar o empreendedorismo e o crescimento das empresas na região. William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, ressaltou a dificuldade das empresas em encontrar trabalhadores qualificados, atribuindo o problema às deficiências nos sistemas de educação e treinamento.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






