O mercado de criptomoedas enfrentou uma nova onda de turbulência nesta quinta-feira, com o Bitcoin (BTC) despencando abaixo da marca de US$ 100 mil. A forte correção levou a criptomoeda a atingir seu menor valor desde maio, cotada a aproximadamente US$ 98,6 mil durante a tarde. A queda reflete um aumento generalizado da aversão ao risco nos mercados globais.
Apesar de ter ensaiado uma recuperação durante a madrugada, chegando a US$ 104 mil, o Bitcoin não conseguiu sustentar o ímpeto. A abertura do mercado americano trouxe de volta o padrão recente de declínio. Nas últimas 24 horas, o BTC registrou uma queda de 2,7%, sinalizando o pessimismo que tomou conta dos investidores.
O contágio da queda se espalhou por outros importantes criptoativos. Ethereum (ETH), por exemplo, sofreu uma baixa de 5,5%, sendo negociado a US$ 3.219. Outras moedas como BNB e Solana (SOL) também apresentaram perdas significativas, de 3,0% e 4,5%, respectivamente. O movimento negativo demonstra uma correção generalizada no setor.
Paralelamente, ações de empresas ligadas ao setor de criptomoedas também foram fortemente impactadas. Mineradoras expostas à infraestrutura de inteligência artificial e data centers lideraram as perdas, com Bitdeer, Bitfarms, Cipher Mining e IREN registrando quedas expressivas. Ações de empresas como Galaxy, Bullish, Gemini e Robinhood também sofreram perdas consideráveis.
A reprecificação dos ativos de risco ganhou força com a crescente expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa manter as taxas de juros inalteradas em dezembro. Com as chances de corte divididas, os investidores estão reajustando suas posições. A cautela nos mercados tradicionais, que já se manifestava desde o dia anterior, se intensificou com a incerteza sobre os próximos passos do Fed, após o fim do ‘shutdown’ do governo americano.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






