BNDES Libera R$1,2 Bilhão em Crédito para Amortecer Impacto de Tarifas Americanas

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Em resposta imediata às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o BNDES aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para empresas brasileiras afetadas. A medida, implementada através do plano Brasil Soberano, visa mitigar os efeitos das taxas de até 50% sobre as exportações nacionais. A iniciativa demonstra o compromisso do governo em proteger a economia brasileira diante de barreiras comerciais.

O plano Brasil Soberano, que disponibiliza um total de R$ 40 bilhões, busca amparar negócios prejudicados pelas novas tarifas. A linha de crédito oferece condições favoráveis, com juros subsidiados, tornando o financiamento mais acessível. Em contrapartida, as empresas beneficiadas se comprometem a evitar demissões, visando a manutenção dos empregos.

Segundo o BNDES, em apenas dois dias desde a abertura para pedidos, foram recebidas solicitações de 533 empresas, totalizando R$ 3,1 bilhões. Desse montante, R$ 1,9 bilhão ainda está sob análise. As empresas podem utilizar os recursos para capital de giro, investimentos em adaptação produtiva, compra de equipamentos e prospecção de novos mercados.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a agilidade na aprovação dos recursos, creditando-a ao esforço conjunto do banco e de 50 instituições financeiras parceiras. “Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, afirmou Mercadante.

Para acessar os recursos, as empresas devem verificar sua elegibilidade no site do BNDES, utilizando certificado digital através da plataforma GOV.BR. Em caso de aprovação, é recomendável que entrem em contato com o banco com o qual já possuem relacionamento. Empresas de grande porte podem procurar o BNDES diretamente.

Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) aponta que as exportações de produtos afetados pelas tarifas americanas já registraram uma queda de 22,4% em agosto, comparado ao mesmo período de 2024. Os Estados Unidos representam o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

A ordem executiva que estabeleceu as tarifas foi justificada pelo governo americano sob a alegação de um suposto déficit comercial com o Brasil, o que é contestado por dados oficiais de ambos os países. A medida também foi associada ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: http://www.infomoney.com.br