Rodrigo Paz, o recém-eleito presidente da Bolívia, anunciou que não estenderá convites aos líderes de Venezuela, Nicarágua e Cuba para sua cerimônia de posse. A declaração, feita durante uma entrevista à CNN Espanhol na segunda-feira (20/10), expõe uma clara mudança de postura em relação aos regimes de Nicolás Maduro, Daniel Ortega e Miguel Díaz-Canel.
Ao justificar sua decisão, Paz acusou os três presidentes de liderarem governos não democráticos, tornando sua presença na posse, marcada para 8 de novembro, inadequada. “Somos um país democrático”, afirmou Paz, enfatizando que, embora as relações diplomáticas sejam mantidas por uma questão de protocolo, a relação do país com outras nações será pautada pela defesa da democracia.
A exclusão desses líderes representa uma virada significativa na política externa boliviana. Após quase duas décadas sob governos de esquerda, notadamente sob a influência do Movimento ao Socialismo (MAS) de Evo Morales, a Bolívia se prepara para ser liderada por um presidente de centro-direita nos próximos cinco anos.
Além disso, em um gesto simbólico, Paz telefonou para María Corina Machado, figura da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Machado, cuja localização é incerta desde a eleição presidencial venezuelana de 2024, foi convidada para a posse, demonstrando o apoio de Paz à oposição venezuelana.
Este conjunto de ações aponta para um realinhamento estratégico da Bolívia no cenário internacional, distanciando-se de aliados tradicionais e sinalizando uma nova era na política do país.
Fonte: http://www.metropoles.com






