A Bombril, tradicional empresa brasileira, teve seu plano de recuperação judicial homologado pela Justiça de São Paulo, conforme anunciado na terça-feira (2/12). A decisão, proferida pela 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e Conflitos de Arbitragem, representa um marco crucial para a reestruturação da companhia.
A aprovação do plano, apresentado inicialmente em abril, visa reequilibrar as finanças da empresa, que enfrenta um passivo de R$ 2,3 bilhões. A Bombril manifestou otimismo quanto ao futuro, declarando em nota que espera “atingir uma estrutura financeira adequada, que permitirá um novo ciclo de crescimento e desenvolvimento”.
O plano de recuperação judicial detalha a estratégia da Bombril para quitar suas dívidas em um prazo de até 114 meses, ou seja, nove anos e meio. Uma das medidas propostas é o pagamento integral, em parcela única e corrigida pela Taxa Referencial (TR), dos créditos de fornecedores que não ultrapassem R$ 20 mil.
Para os credores com dívidas superiores a R$ 20 mil, a Bombril propõe o pagamento de 30% do valor devido em 10 parcelas, ao longo dos mesmos nove anos e meio. O primeiro pagamento está previsto para ocorrer em até 60 meses após a homologação do plano, com os demais sendo efetuados a cada seis meses.
O pedido de recuperação judicial da Bombril foi inicialmente aceito pela Justiça em fevereiro deste ano. A empresa justificou a medida em decorrência de “contingências tributárias relevantes”, mencionando autuações da Receita Federal relacionadas a supostas falhas no recolhimento de tributos em operações financeiras realizadas entre 1998 e 2001.
Segundo a Bombril, o processo de recuperação judicial busca garantir a continuidade de suas operações e proteger seu caixa, enquanto reestrutura seu endividamento. A empresa acredita que, com a aprovação do plano, será possível “manter a sua capacidade operacional e reestruturar adequadamente seu passivo, por meio de um processo célere e com o menor impacto possível aos direitos dos credores e às atividades operacionais”.
A recuperação judicial é um mecanismo legal que permite às empresas em dificuldades financeiras renegociarem suas dívidas, evitando a falência. Através desse processo, a empresa ganha tempo para se reestruturar e apresentar um plano de pagamento aos seus credores, buscando, assim, sua recuperação econômica.
Fonte: http://www.metropoles.com






