A Casa Branca divulgou nesta segunda-feira um plano de paz para a Faixa de Gaza, idealizado por Donald Trump, em meio ao conflito que se arrasta desde outubro de 2023. O anúncio ocorreu durante um encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lançando luz sobre uma possível estratégia para o futuro da região.
O plano, composto por 20 pontos, tem como premissa central a transformação da Faixa de Gaza em um território livre de atividades terroristas e que não represente ameaça aos países vizinhos. Essa condição é vista como um passo fundamental para a estabilização da área e o início de negociações mais amplas.
Em uma possível concessão, o documento sinaliza a possibilidade de retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) do enclave palestino, marcando o fim da guerra, caso ambas as partes aceitem os termos do plano. A partir desse cenário, teriam início as negociações para a libertação dos reféns ainda em poder do Hamas.
Semelhante ao cessar-fogo de janeiro, a proposta também contempla a libertação de prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua e outros 1.700 detidos desde o início do conflito. Um gesto que busca fomentar a confiança entre as partes e pavimentar o caminho para um acordo duradouro.
Um dos pontos mais delicados do plano reside na questão do Hamas. A proposta prevê “anistia” para os integrantes do grupo após a libertação de todos os sequestrados e a deposição de suas armas. Uma medida que visa desmantelar a organização e abrir espaço para um novo governo.
Olhando para o futuro de Gaza, o plano de Trump propõe que a região seja governada por um comitê palestino “apolítico”, supervisionado por um “Conselho de Paz” composto por autoridades internacionais. Essa estrutura busca garantir a estabilidade e a reconstrução do território.
De acordo com o documento, o conselho seria liderado por Trump e outras figuras de destaque, como o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair. Uma liderança internacional forte é vista como crucial para garantir a implementação do plano e a supervisão do processo de transição.
Fonte: http://www.metropoles.com






