China Eleva Tom Contra EUA Após Ataque a Navio Venezuelano: Crise Bilateral se Aprofunda

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A China expressou forte condenação à ação militar dos Estados Unidos contra um navio de pesca venezuelano no Caribe, nesta quarta-feira (15/10). A declaração surge em meio a uma crescente tensão entre Pequim e Washington, reacendendo preocupações sobre a estabilidade regional.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, criticou o governo americano, acusando-o de “exceder unilateralmente os limites razoáveis da lei” e de intromissão nos assuntos internos da América Latina. Jian classificou o ataque como uma “violação das normas internacionais” e um ato unilateral que compromete a estabilidade regional durante coletiva de imprensa.

“A China se opõe à ameaça ou ao uso da força nas relações internacionais e à interferência externa nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, enfatizou Jian, reiterando o compromisso da China com a não-intervenção e a resolução pacífica de conflitos.

Além disso, o governo chinês reafirmou seu apoio à declaração da América Latina e do Caribe como uma “Zona de Paz”. Pequim também insistiu que a cooperação internacional no combate ao crime transnacional deve respeitar a soberania dos Estados, buscando uma solução negociada.

O governo Chinês solicitou que os EUA recorram a “estruturas jurídicas bilaterais e multilaterais” para tratar de questões de segurança marítima. Pequim também solicitou que os EUA abandonem ações unilaterais em favor de abordagens diplomáticas e legais.

A reação de Pequim ocorre um dia após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um novo ataque contra uma embarcação venezuelana, supostamente envolvida no tráfico de drogas. Segundo Trump, o navio ‘Carmen Rosa’ foi bombardeado na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Venezuela, resultando na morte de seis “narcoterroristas”.

Em resposta, a Venezuela denunciou a ofensiva como uma “ação criminosa” contra civis, acusando os EUA de usar o combate ao narcotráfico como pretexto para agressões militares. Nicolás Maduro ordenou novos exercícios militares e alertou que o país está em “alerta máximo” diante das ameaças americanas, intensificando ainda mais o clima de tensão na região.

O episódio agrava a crise diplomática entre China e EUA. Trump acusou Pequim de prejudicar os agricultores norte-americanos ao interromper a compra de soja dos EUA. O republicano ameaçou encerrar negócios comerciais com o governo chinês como forma de retaliação.

Fonte: http://www.metropoles.com