A tensão na Cisjordânia atingiu um novo patamar nesta quarta-feira, com o anúncio pelo Exército israelense de uma “operação em larga escala” direcionada a grupos armados palestinos. A justificativa oficial é a de impedir a consolidação de atividades que Israel classifica como terroristas na região, ocupada desde 1967. O anúncio eleva a preocupação em um momento já sensível no conflito Israel-Palestina.
Segundo informações fornecidas pelos militares à AFP, esta nova ação se distingue da operação de contraterrorismo em curso desde janeiro de 2025, que focava principalmente os campos de refugiados palestinos. As autoridades israelenses, contudo, não divulgaram detalhes adicionais sobre os objetivos específicos ou a duração prevista desta nova operação.
A escalada na Cisjordânia ocorre em meio à contínua guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, deflagrada após o ataque do grupo islâmico em 7 de outubro de 2023. Desde então, a violência na Cisjordânia resultou na morte de mais de mil palestinos, entre combatentes e civis, conforme dados da Autoridade Palestina compilados pela AFP. As ações foram realizadas por soldados ou colonos israelenses.
No mesmo período, os ataques palestinos e as incursões militares israelenses resultaram na morte de pelo menos 43 israelenses, incluindo civis e militares, segundo números oficiais. A violência persistiu mesmo após o início do cessar-fogo na Faixa de Gaza em 10 de outubro, com um aumento significativo nos “ataques de colonos, resultando em vítimas, danos materiais ou ambos”, conforme relatado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Em um desenvolvimento paralelo, Israel confirmou a recuperação dos restos mortais de Dror Or, um cidadão israelense mantido como refém na Faixa de Gaza. “Após o processo de identificação realizado pelo Centro Nacional de Ciências Forenses”, declarou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, “a família do refém falecido, Dror Or, foi informada de que seu ente querido havia sido repatriado para Israel”. A identificação eleva para dois o número de corpos de reféns ainda em Gaza, um israelense e um tailandês.
Fonte: http://www.metropoles.com






