Diante de uma taxa Selic elevada, o consórcio surge como alternativa aos financiamentos tradicionais. A compra programada, sem a pressão dos juros imediatos, atrai cada vez mais interessados. No entanto, para garantir um bom negócio, é crucial conhecer a fundo os custos envolvidos e como são calculados.
Nesta matéria, exploramos os principais aspectos financeiros do consórcio, com a participação de Francis Silva, CFO do Mycon Consórcios. Entenda a taxa de administração, o fundo de reserva e outros encargos que podem impactar o valor final do seu investimento. Arme-se de informações para comparar as opções disponíveis no mercado e tomar a melhor decisão.
A taxa de administração é o principal componente dos custos, uma remuneração pelo trabalho da administradora na gestão do grupo. Ela cobre desde a organização de sorteios e assembleias até a administração do fundo comum. O percentual aplicado varia de acordo com o valor da carta de crédito e, principalmente, com o prazo do consórcio.
“Atualmente, a taxa média dos consórcios imobiliários, com prazos entre 18 e 20 anos, está em 25%. Já nos consórcios de veículos, a média cai para 16%, pois estes têm duração média de 8 anos”, explica Francis Silva. É importante estar atento à forma como essa taxa é cobrada ao longo do tempo, pois algumas administradoras podem concentrar a cobrança nos primeiros anos.
O fundo de reserva, geralmente entre 2% e 3% do valor do crédito, é outro componente das parcelas mensais. Ele serve como proteção para o grupo, cobrindo eventuais inadimplências e processos judiciais. Ao final do consórcio, o valor remanescente é dividido entre os consorciados, proporcionalmente às suas cotas.
Além da taxa de administração e do fundo de reserva, podem existir seguros, como o prestamista e o de quebra de garantia. O seguro prestamista garante a quitação das parcelas em caso de falecimento ou incapacidade do consorciado. Já o seguro de quebra de garantia cobre a inadimplência, independentemente da causa.
Outros custos podem surgir no momento da contemplação. As administradoras costumam cobrar uma taxa de análise cadastral para comprovar a capacidade do consorciado de continuar pagando as parcelas. Nos consórcios imobiliários, há o custo do laudo de avaliação do imóvel; nos de veículos, a taxa de alienação junto ao Detran.
“Esses custos incidem no momento da contemplação, e o consorciado tem a opção de abatê-los do crédito que tem a receber”, esclarece Francis Silva. Ao conhecer todos os custos e entender como são calculados, você estará preparado para escolher o consórcio ideal para suas necessidades, evitando surpresas desagradáveis no futuro.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






