O mercado financeiro brasileiro aguarda ansiosamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, com anúncio previsto para o início da noite. Nesta quarta-feira, o dólar abriu estável, refletindo a expectativa em torno da manutenção da taxa básica de juros no patamar atual.
A expectativa geral é de que a Selic permaneça em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Contudo, investidores e analistas estão particularmente atentos ao comunicado que acompanhará a decisão, buscando sinais sobre futuros cortes na taxa.
Às 9h10, o dólar registrava variação nula, sendo negociado a R$ 5,40. No dia anterior, a moeda americana fechou em alta de 0,77%, cotada a R$ 5,398. Apesar da leve alta recente, o dólar acumula perdas de 12,64% frente ao real em 2025.
Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, iniciará suas negociações às 10 horas. Na terça-feira, o índice fechou em alta de 0,17%, atingindo 150,7 mil pontos e cravando seu sétimo recorde consecutivo. Com esse desempenho, a Bolsa brasileira acumula alta de 25,29% no ano.
Além da Selic, o mercado também acompanha a temporada de balanços corporativos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No cenário doméstico, empresas como Eletrobras, Minerva e Petz divulgarão seus resultados trimestrais, enquanto no exterior, McDonald’s e Toyota apresentarão seus balanços. Na véspera, o Itaú divulgou lucro líquido de R$ 11,9 bilhões no terceiro trimestre, superando as estimativas dos analistas.
Outro fator relevante é a decisão dos acionistas da Gol de aprovar a reestruturação da empresa, que resultará na sua saída da Bolsa de Valores. A medida visa reduzir custos e simplificar a estrutura da empresa após o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.
Ainda no cenário político-econômico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a defesa pela redução da taxa de juros. “Não tem como manter 10% de juro real, já que a inflação é de 4,5%. A dose do remédio pode virar veneno”, alertou Haddad, destacando a necessidade de razoabilidade na política monetária.
Fonte: http://www.metropoles.com






