Copom Surpreende e Mantém Selic em 15%, Afastando Expectativas de Queda Imediata

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) frustrou as expectativas do mercado ao anunciar, nesta quarta-feira (5/11), a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. A decisão, que marca a quarta reunião consecutiva sem cortes, era amplamente esperada. No entanto, a divulgação do comunicado pós-reunião gerou surpresa, pois não sinalizou o início de um ciclo de redução dos juros no curto prazo.

A expectativa era de que o Copom suavizasse a comunicação, preparando o terreno para uma política monetária mais flexível nas próximas reuniões, especialmente a partir de 2026. Analistas apontavam para a melhora gradual das expectativas de inflação e para o alto patamar dos juros reais como fatores que justificariam uma postura mais branda do Comitê, sem comprometer a credibilidade da política monetária.

Contudo, o Copom optou por manter a rigidez. O trecho mais severo do comunicado anterior, de setembro, foi praticamente replicado, reforçando a cautela em relação ao cenário econômico. “O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária”, reiterou o Copom, indicando que a manutenção da taxa atual por um período prolongado é a estratégia para garantir a convergência da inflação à meta.

A principal expectativa frustrada foi a de que a expressão “período bastante prolongado” fosse atenuada ou suprimida do comunicado. A manutenção dessa frase indica que o Copom não pretende sinalizar, por ora, qualquer mudança na trajetória da Selic.

O Copom revisou levemente suas projeções de inflação, com as expectativas para 2025 e 2026, apuradas pela pesquisa Focus, permanecendo acima da meta, em 4,5% e 4,2%, respectivamente. A projeção para o segundo trimestre de 2027, horizonte relevante para a política monetária, situou-se em 3,3%, ligeiramente abaixo da projeção anterior de 3,4%.

Fonte: http://www.metropoles.com