O mercado de crédito consignado para trabalhadores do setor privado deve atingir um marco significativo em 2025. A projeção, divulgada pelo secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, aponta para um volume total de R$ 100 bilhões em concessões até o final do ano. A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, realizada nesta quinta-feira em Brasília.
O secretário Marcos Pinto destacou que as taxas de juros médias dessas operações estão atualmente em torno de 3% ao mês, contrastando fortemente com os 11% praticados no crédito sem garantia. “Não é ainda o que a gente quer, o sistema tem que ser aperfeiçoado, a competição tem que aumentar, mas tenho certeza que em um ou dois anos estaremos com taxas muito menores”, afirmou Pinto, sinalizando um otimismo cauteloso quanto à evolução do cenário.
O programa de crédito consignado, lançado em março deste ano, visa facilitar o acesso a empréstimos com desconto direto na folha de pagamento. Uma das características inovadoras é a possibilidade de utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia, com operações realizadas através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Segundo dados do Ministério da Fazenda, o montante total já alcançou R$ 90 bilhões, incluindo R$ 38 bilhões referentes a renegociações de créditos concedidos anteriormente ao lançamento do programa.
O Banco Central tem acompanhado de perto o desenvolvimento do programa, monitorando seu potencial impacto na economia e possíveis pressões inflacionárias. Embora o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, tenha observado que o estímulo à atividade econômica gerado pela iniciativa tem sido menor do que o esperado pelo mercado, o programa continua sendo uma ferramenta importante para impulsionar o consumo e o acesso ao crédito.
Adicionalmente, o secretário Marcos Pinto ressaltou que o custo médio do crédito no Brasil tem apresentado uma tendência de queda, embora ainda se mantenha elevado em comparação com outros países de porte semelhante. A busca por taxas mais competitivas e aprimoramento do sistema financeiro continuam sendo prioridades para o governo, visando um ambiente de crédito mais acessível e favorável ao desenvolvimento econômico.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






