Cresce a Pressão por Acordo em Israel: Manifestantes Exigem Resgate de Reféns em Gaza

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Milhares de israelenses foram às ruas nesta terça-feira, em um clamor uníssono pelo fim do conflito em Gaza e pela libertação imediata dos reféns ainda em poder do Hamas. A mobilização popular coincidiu com uma reunião crucial do gabinete de segurança israelense, onde a possibilidade de retomar as negociações para um cessar-fogo era tema central. A pressão aumenta em meio a relatos de uma proposta mediada por Catar, Egito e Estados Unidos, já aceita pelo Hamas, que aguarda uma resposta de Israel.

A onda de protestos ganhou força após um ataque israelense ao hospital Nasser, em Khan Yunis, que resultou na morte de cinco jornalistas. O exército israelense justificou a ação, alegando que o alvo era uma câmera utilizada pelo Hamas para monitorar as tropas. No entanto, a explicação não acalmou os ânimos, com manifestantes questionando a escalada da violência e seus impactos sobre as negociações de paz.

Em Tel Aviv, cerca de 400 manifestantes bloquearam importantes vias, brandindo bandeiras de Israel e exibindo fotos dos reféns. Outras manifestações se espalharam pelo país, concentrando-se em frente à embaixada dos Estados Unidos e nas residências de ministros do governo. O sentimento de urgência e desespero tomou conta das ruas, com famílias clamando por uma ação imediata do governo.

“Exigimos que nossos líderes se sentem à mesa de negociações e não se levantem até que um acordo seja alcançado”, declarou Hagit Chen, pai de um refém em Gaza, expressando a angústia de milhares de famílias. Yehuda Cohen, outro pai desesperado, ecoou o apelo: “Meu filho, Nimrod, deve ser libertado”. A pressão popular reflete um crescente descontentamento com a condução da guerra e a falta de progresso nas negociações para a libertação dos reféns.

Enquanto isso, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) alertou que a ajuda humanitária que chega a Gaza é “uma gota no oceano” diante da magnitude da crise. Carl Saku, diretor de operações do PMA, reconheceu um pequeno aumento na entrada de ajuda, mas ressaltou que a quantidade é insuficiente para atender às necessidades de 2,1 milhões de pessoas. A situação humanitária precária agrava ainda mais o cenário de tensão e incerteza na região.

Fonte: http://jovempan.com.br