Crise na Nissan: Montadora Japonesa Prevê Prejuízo Bilionário e Luta por Reestruturação

CLIQUE AQUI | Avaliação de crédito para produtores rurais. Assessoria para obtenção de financiamentos agrícolas com taxas diferenciadas.

A Nissan, gigante automobilística japonesa, enfrenta um dos momentos mais desafiadores de sua história. Em comunicado recente, a empresa projetou um prejuízo operacional que pode alcançar US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9,7 bilhões) em 2025, um golpe duro em meio a tentativas de recuperação.

A montadora tem implementado um plano de reestruturação rigoroso, com cortes significativos de despesas, na busca por reverter o cenário negativo. Segundo Jeremie Papin, diretor financeiro da Nissan, a empresa enfrenta “enormes desafios, principalmente por causa dos ventos contrários externos”, que têm impactado seu desempenho.

A situação da Nissan se agravou com a queda acentuada nas vendas em mercados cruciais como os Estados Unidos e a China. Esse declínio nas vendas, aliado a outros fatores, pressiona a empresa a tomar medidas drásticas para garantir sua sustentabilidade a longo prazo.

A crise da Nissan não é um evento isolado. A empresa já havia anunciado a demissão de cerca de 20 mil funcionários até março de 2028, refletindo a necessidade urgente de otimizar suas operações e reduzir custos. No primeiro trimestre de 2025, a montadora registrou um prejuízo de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões), evidenciando a gravidade da situação.

Diante desse cenário, a nova direção da Nissan tem como meta diminuir sua capacidade global de produção, passando dos atuais 3,5 milhões para 2,5 milhões de unidades. A empresa também planeja reduzir o número de unidades de produção de 17 para 10, buscando maior eficiência e foco em mercados estratégicos.

A reestruturação da Nissan inclui o fechamento de fábricas, como a unidade próxima a Tóquio, que operava desde 1961 e já produziu mais de 17,8 milhões de veículos. A empresa também explorou alternativas como uma possível fusão com a Honda, que não se concretizou.

Em fevereiro, Nissan e Honda confirmaram o fim das negociações, após a Nissan não aprovar a proposta da Honda de se tornar uma subsidiária integral. As conversas sobre a fusão haviam começado em dezembro do ano anterior, mas enfrentaram obstáculos significativos.

Além da Honda, um suposto interesse da Tesla, de Elon Musk, em investir na Nissan chegou a ser ventilado, mas não se materializou. A Nissan continua buscando alternativas estratégicas para superar a crise e garantir seu futuro no competitivo mercado automotivo global.

Fonte: http://www.metropoles.com