Deputada brasileira denuncia ‘maus-tratos’ em prisão israelense após interceptação de flotilha humanitária

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A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), detida em Israel após a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud, relatou, através de sua assessoria, supostas condições degradantes na prisão de Ketziot, localizada no deserto de Negev. A denúncia, divulgada em publicação no Instagram da parlamentar, inclui acusações de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado aos ativistas detidos, incluindo a própria deputada.

De acordo com o relato, a assistência médica aos detidos, incluindo Luizianne Lins, só teria sido providenciada após pressão diplomática do governo brasileiro. A publicação também alega que as audiências judiciais foram conduzidas sem a presença de advogados, e que existe uma ordem judicial para a deportação imediata dos estrangeiros retidos. A assessoria da deputada reforçou a exigência pela libertação imediata de todos os brasileiros detidos.

A Flotilha Global Sumud, da qual a deputada fazia parte, era composta por ativistas, parlamentares e cidadãos de 44 países, transportando suprimentos como alimentos, água potável e medicamentos para a população da Faixa de Gaza. As embarcações foram interceptadas por forças israelenses em águas internacionais no dia 1º de outubro, em meio a uma tentativa de romper o bloqueio imposto à região.

Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores de Israel negou as acusações de maus-tratos e afirmou que os direitos legais dos participantes foram e continuarão a ser respeitados. Em comunicado divulgado na rede social X, o órgão classificou as denúncias como “notícias falsas pré-planejadas”, alegando que o único incidente violento envolveu um indivíduo mordendo um membro da equipe médica da prisão.

O Itamaraty informou que diplomatas brasileiros visitaram os detidos e constataram que todos se encontram em bom estado de saúde. Alguns dos brasileiros teriam manifestado interesse em aceitar os termos israelenses para agilizar o processo de deportação. O governo brasileiro segue acompanhando a situação por meio de canais diplomáticos.

Fonte: http://www.metropoles.com